Eu Que Nunca Conheci Os Homens -

: Mais do que uma aventura, o livro explora o que define a humanidade (linguagem, memória, desejo de saber) quando todas as referências sociais são removidas. Recusa ao Clichê

O título do livro é uma declaração potente que ganha camadas de significado ao longo da leitura. "Eu que nunca conheci os homens" refere-se, obviamente, aos guardas que a mantiveram presa e aos homens que, supostamente, existiam no mundo antes do desastre. Mas, mais profundamente, refere-se à condição feminina e à alteridade. Eu que Nunca Conheci Os Homens

Este detalhe — o analfabetismo — é o gênio de Harpman. Ao retirar da protagonista a capacidade de ler e escrever, a autora a priva das ferramentas primordiais de escape mental. Enquanto suas companheiras podem "viajar" através da recitação de poemas ou da lembrança de romances, a narradora está presa na imediaticidade da dor e do tédio. Sua única "cultura" é o rosto das outras mulheres e o som de suas vozes sussurradas. : Mais do que uma aventura, o livro

Jacqueline Harpman was a psychoanalyst as well as a writer, and her prose carries the precision of a clinician and the empathy of a poet. She writes in short, declarative sentences. There are no adjectives for the sake of atmosphere. When the narrator sees the sky for the first time, she does not say it is "beautiful" or "infinite." She says: "It was very high. I had never seen anything so high." This minimalism is essential. The narrator does not have the vocabulary for awe because awe requires a comparison. Her world is entirely literal. The reader must supply the awe. This creates a strange intimacy: we are more horrified and more moved than she is. We become her interpreters, her secret witnesses. Mas, mais profundamente, refere-se à condição feminina e

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